segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Capítulo 6

Segurei a gravata azul. Não. A creme? Não. Será que todos os dias eu teria esse trabalho para me vestir?
Queria passar uma boa primeira impressão às garotas – e uma boa segunda impressão a uma delas – e aparentemente estava convencido de que tudo dependia de escolher a gravata certa. Deixei escapar um suspiro. Aquelas garotas já estavam me transformando em um poço de estupidez.
Tentei seguir o conselho da minha mãe e ser eu mesmo, com os defeitos e tudo. Escolhi a primeira gravata que tinha pego, terminei de me vestir e ajeitei o cabelo para trás.
Saí do quarto e dei com meus pais cochichando junto à escadaria. Considerei a possibilidade de ir pela escada dos fundos, para não os interromper, mas minha mãe fez um gesto para que me aproximasse.
Assim que cheguei até eles, minha mãe começou a esconder as mangas da minha camisa e me virou de costas para ajeitar a parte de trás do paletó.
— Lembre-se de que elas estão com os nervos à flor da pele — ela disse. — O melhor a fazer é deixá-las se sentindo em casa.
— Aja como um príncipe — insistiu meu pai. — Lembre--se de quem você é.
— Não há pressa para decidir — minha mãe comentou, e tocou minha gravata. — Bela escolha.
— Mas não mantenha aqui ninguém que não queira. Quanto mais rápido chegarmos às verdadeiras candidatas, melhor.
— Seja educado.
— Seja confiante.
— Apenas converse.
Meu pai bufou.
— Isso não é uma brincadeira. Lembre-se disso.
Minha mãe se distanciou um pouco para me olhar de cima a baixo.
— Você vai ser ótimo.
Em seguida, ela me puxou para si e me abraçou. Depois se afastou de novo para ajeitar minha roupa.
— Muito bem, filho. Vá em frente — meu pai disse, apontando para as escadas.
— Estaremos à sua espera na sala de jantar.
Senti uma tontura.
— Ah, sim. Obrigado.
Fiz uma breve pausa para tomar fôlego. Sabia que eles queriam ajudar, mas conseguiram desmantelar toda a tranquilidade que eu havia construído. Repetia a mim mesmo que se tratava apenas de um olá, e que as garotas tinham as mesmas expectativas que eu.
E então me lembrei de que encontraria America mais uma vez. No mínimo, seria divertido. Com isso em mente, avancei escada abaixo rumo ao primeiro andar e ao Grande Salão.
Respirei fundo e bati à porta antes de abri-la.
Lá, atrás dos guardas, o bando de garotas me esperava. Os flashes das câmeras espocavam à medida que cada reação minha e delas era captada. Sorri para seus rostos esperançosos. Fiquei mais calmo só de notar que todas pareciam contentes por estar ali.
— Majestade.
Olhei para trás e me deparei com Silvia, que terminava sua reverência. Quase me esquecera de que ela estaria presente para instruir as garotas sobre o procedimento, como fizera comigo quando eu era mais jovem.
— Olá, Silvia. Se não se importa, gostaria de me apresentar a essas jovens.
— Absolutamente — ela disse quase sem fôlego, antes de fazer uma nova reverência. Às vezes ela era tão dramática.
Inspecionei os rostos em busca do fogo daqueles cabelos. Demorou um pouco, por causa da distração que o brilho de praticamente todos os pulsos, pescoços e orelhas do salão causava. Afinal a encontrei, em uma das fileiras mais ao fundo; ela me olhava de um jeito diferente das outras. Sorri, mas em vez de devolver o gesto ela pareceu confusa.
— Senhoritas — comecei — se não lhes incomodar, chamarei cada uma de vocês para me conhecer individualmente. Estou certo de que estão com fome, assim como eu, de modo que não tomarei muito do seu tempo. Por favor, perdoem-me se demorar para gravar seus nomes. É que há muitas de vocês.
Algumas riram. Fiquei feliz por perceber que era capaz de identificar mais garotas do que tinha imaginado. Caminhei em direção à jovem na ponta da primeira fileira, e estendi a mão. Ela a tomou entusiasmada, e ambos fomos para os sofás que eu sabia que estavam lá exatamente para aquele fim.
Infelizmente, Lyssa não era mais atraente pessoalmente do que na foto. Ainda assim, ela merecia o benefício da dúvida, então conversamos mesmo assim.
— Bom dia, Lyssa.
— Bom dia, Alteza.
Ela abriu um sorriso tão largo que fiquei com a impressão de que suas bochechas deviam doer.
— O que está achando do palácio?
— É lindo. Nunca vi algo tão lindo. Aqui é muito lindo. Poxa, já tinha dito isso, né?
Respondi com um sorriso.
— Está tudo bem. Fico feliz por você estar tão encantada. O que você faz em casa?
— Sou Cinco. Toda a minha família trabalha exclusivamente com esculturas. Há estátuas incríveis aqui. Muito lindas.
Tentei fingir interesse, mas ela não me empolgava nem um pouco. Ainda assim, não podia abrir mão de uma delas sem um bom motivo.
— Obrigado. Hum, quantos irmãos você tem?
Após alguns minutos de conversa em que ela usou a palavra lindo não menos do que doze vezes, sabia que não havia mais nada que eu queria saber sobre aquela menina. Era o momento de seguir em frente, mas sabia que seria crueldade mantê-la ali sabendo que não havia chance alguma para nós. Decidi que começaria a fazer os cortes já no salão. Seria mais justo com as garotas. E talvez impressionasse o meu pai. Afinal, ele queria que eu fizesse algumas escolhas de verdade na vida.
— Lyssa, muito obrigado por seu tempo. Assim que eu terminar de falar com todas, você poderia ficar um pouco mais para conversarmos de novo?
Ela corou.
— Com certeza.
Levantamos. Eu me sentia péssimo por ela ter entendido errado meu pedido.
— Poderia chamar a próxima moça, por favor? — pedi.
Ela fez que sim com a cabeça e inclinou o corpo em uma reverência, para depois chamar a moça ao seu lado. Reconheci de imediato que se tratava de Celeste Newsome. Um homem precisava ser muito tapado para esquecer aquele rosto.
— Bom dia, senhorita Celeste.
— Bom dia, Alteza — ela disse, fazendo uma reverência.
Sua voz era doce, e logo me dei conta de que muitas daquelas garotas podiam me deixar fascinado. Talvez aquela preocupação de não amar nenhuma delas não fosse o verdadeiro problema. Talvez eu ficaria apaixonado por todas elas e seria incapaz de escolher.
Apontei-lhe o assento à frente do meu.
— Parece que você é modelo.
— Sim — ela respondeu animada, radiante por ver que eu já sabia algo sobre ela. — Principalmente de roupas. Dizem que tenho um bom corpo para isso.
Naturalmente, essas palavras me levaram a conferir o tal corpo. Não havia como negar que era incrível.
— Gosta do seu trabalho?
— Ah, sim. É fantástico como a fotografia consegue capturar uma fração de segundo de algo maravilhoso.
Fiquei animado.
— Com certeza. Não sei se você sabe, mas eu sou um grande fã de fotografia.
— É mesmo? Precisamos fazer uma sessão de fotos um dia desses.
— Seria ótimo.
Ah, as coisas estavam indo melhor do que o esperado. Em dez minutos eu já havia eliminado uma candidata absolutamente sem chances, e encontrado outra com um interesse comum.
Poderia ter continuado com Celeste por mais uma hora, mas se quiséssemos comer, eu realmente precisava me apressar.
— Minha querida, sinto muito interromper nossa conversa, mas preciso conhecer todas esta manhã — justifiquei-me.
— Claro.
Ela levantou-se e prosseguiu:
— Estou ansiosa para terminar nossa conversa. Espero que em breve.
O jeito que ela me olhou... Não sabia explicar. Fiquei vermelho na hora, de modo que precisei abaixar um pouco a cabeça para esconder a cor das minhas bochechas. Tive que respirar fundo algumas vezes para me concentrar na próxima garota.
Bariel, Emmica, Tiny e tantas outras passaram batidas. Até o momento, a maioria tinha se mostrado agradável e bem portada. Só que eu esperava muito mais que isso.
Foram necessárias mais cinco garotas até que algo realmente interessante acontecesse. Quando dei um passo para cumprimentar a morena esbelta que vinha na minha direção, ela estendeu a mão.
— Olá, meu nome é Kriss.
Olhei para sua mão aberta e estava a ponto de apertá-la quando ela recuou.
— Ah, não! Era para eu ter feito uma reverência — o que ela fez, balançando a cabeça inconformada enquanto levantava.
Eu ri.
— Me sinto tão idiota. Fui capaz de errar a coisa mais básica.
Seu sorriso ofuscou a gafe, e devo reconhecer que era bem charmoso.
— Não se preocupe, minha querida — assegurei, enquanto indicava seu assento. — Já fizeram muito pior.
— Mesmo? — sussurrou, empolgada com a notícia.
— Não darei detalhes, mas sim. Pelo menos você tentou ser educada.
Seus olhos se arregalavam à medida que ela inspecionava as outras moças, imaginando quem teria sido grossa comigo. Fiquei feliz por ter optado pela discrição, já que alguém me chamara de “baixo” na noite anterior, e ninguém poderia saber disso.
— Então, Kriss, me conte sobre sua família.
Ela deu de ombros.
— Normal, acho. Vivo com minha mãe e meu pai, e ambos são professores universitários. Às vezes penso em lecionar também, embora flerte com a literatura. Sou filha única, condição que só agora começo a aceitar melhor. Por anos implorei por um irmão aos meus pais. Eles nunca quiseram.
Sorri. Era difícil ser sozinho.
— Tenho certeza de que queriam concentrar todo o amor em você.
Ela achou graça.
— Foi isso que os seus pais lhe disseram?
Congelei. Ninguém ainda havia feito uma pergunta sobre mim.
— Bom, não exatamente. Mas entendo sua sensação — contornei.
Estava a ponto de retomar as questões que havia preparado quando ela foi mais rápida.
— Como está se sentindo hoje?
— Tudo bem. Um pouco sobrecarregado — deixei escapar, talvez com honestidade demais.
— Pelo menos não precisa usar vestidos — ela comentou.
— Mas pense em como seria divertido se eu os usasse.
Ela soltou uma gargalhada e eu me juntei a ela. Imaginei Kriss ao lado de Celeste, comparando-as. Kriss tinha um ar muito positivo. Terminei nossa entrevista sem formar uma ideia completa dela, uma vez que ela sempre me punha no foco da conversa. Mas notei que era uma pessoa boa, na melhor acepção da palavra.
Passou-se quase uma hora até chegar a vez de America. No intervalo entre as primeiras garotas e ela, eu já havia conhecido três candidatas bem fortes – Celeste e Kriss entre elas, as quais eu sabia que seriam as preferidas do público. Porém, a garota logo antes de America estava tão longe de servir para mim que acabou por apagar essas boas impressões. Quando America se levantou e veio em minha direção, era a única pessoa que eu tinha em mente.
Algo em seus olhos revelava certa malícia, proposital ou não. Pensei no seu comportamento na noite anterior e percebi que ela era uma revolução ambulante.
— America, certo? — brinquei quando ela se aproximou.
— Sim, sou eu. E sei que já ouvi seu nome antes, mas poderia refrescar minha memória?
Achei graça e a convidei para sentar. Inclinei-me para ela e sussurrei:
— Você dormiu bem, minha querida?
Seu olhar me dizia que eu estava brincando com fogo, mas seus lábios traziam um sorriso.
— Ainda não sou sua querida. Mas dormi. Assim que me acalmei, dormi muito bem. Minhas criadas tiveram que me derrubar da cama. Estava confortável demais — ela confessou essa última parte como se fosse um segredo.
— Fico feliz em saber que você estava confortável, minha... — ah, eu precisava romper com essa mania ao lidar com ela — ... America.
Deu para notar que ela gostou do meu esforço.
— Obrigada.
O sorriso então sumiu do seu rosto e ela se entregou aos seus próprios pensamentos, enquanto mordia o lábio e dava voltas com as palavras em sua cabeça.
— Mil desculpas por ter sido grossa — ela disse afinal, desviando os olhos dos meus. — Enquanto eu tentava dormir, tomei consciência de que, embora a situação me pareça estranha, não posso culpá-lo. Não é sua culpa que eu tenha me metido em tudo isso, e essa história de Seleção não é ideia sua.
Que bom que alguém percebeu.
— Além disso — continuou — você me tratou com simpatia naquele momento de dor, enquanto eu fui, bem, péssima.
Ela balançou a cabeça para si mesma e eu senti meu coração acelerar.
— Poderia ter me expulsado ontem mesmo, mas não o fez. Obrigada — concluiu.
Sua gratidão me comoveu, porque eu sabia que ela estava muito longe de ser mentirosa. E isso me levou a um tema que eu teria que abordar se quisesse fazer algum progresso. Inclinei-me ainda mais em sua direção, apoiei os cotovelos sobre os joelhos, em uma postura mais à vontade e mais intensa da que adotara com as outras.
— America, você tem sido muito sincera comigo até agora. É uma qualidade que admiro profundamente. Vou pedir-lhe que responda uma pergunta, se não for um incômodo.
Ela aquiesceu com a cabeça, embora hesitasse.
— Você diz que está aqui por engano. Isso me faz supor que não quer ficar. Há alguma possibilidade de nutrir qualquer tipo de... sentimento amoroso por mim?
A sensação foi de que ela brincou com as ondas em seu vestido por horas antes de responder. Aguentei aquilo convencido de que ela não queria parecer afoita demais.
— Vossa Majestade é muito gentil — Sim. — e atraente... — Sim! — e atencioso — SIM!
Eu sorria feito um idiota, isso era certo, de tão feliz que estava por saber que ela havia visto algo positivo em mim depois da noite passada.
Ela continuou em um tom de voz mais baixo:
— Mas tenho motivos muito pertinentes para achar que não.
Pela primeira vez, agradeci meu pai por ter me treinado a não perder a compostura. Soei bastante razoável ao perguntar:
— Poderia explicá-los?
Ela hesitou novamente.
— Acho... acho que meu coração está em outro lugar.
E as lágrimas despontaram em seus olhos.
— Por favor, não chore! — implorei em voz baixa. — Nunca sei o que fazer quando as mulheres choram!
Ela riu da minha falta de jeito e limpou o canto dos olhos.
Fiquei feliz em vê-la assim, aliviada e autêntica. É claro que havia alguém à sua espera. Uma garota tão real fatalmente seria logo arrebatada por um jovem esperto. Eu não conseguia imaginar como ela tinha vindo parar no palácio, mas tampouco aquilo era problema meu.
Tudo o que sabia era que, mesmo se ela não fosse se tornar minha, gostaria de deixá-la com um sorriso no rosto.
— Você quer que eu lhe deixe voltar para seu amado hoje? — propus.
Ela abriu um sorriso amarelo.
— Esse é o problema... Não quero ir para casa.
— Mesmo?
Recostei-me na poltrona e passei a mão no cabelo enquanto ela ria mais uma vez de mim.
Se America não queria estar comigo nem com o outro, então o que queria?
— Posso ser totalmente sincera com você?
Por favor. Fiz que sim.
— Preciso ficar aqui. Minha família precisa de mim aqui. Mesmo que me deixasse ficar apenas uma semana, já seria uma dádiva para eles.
Então ela não lutava pela coroa, mas eu ainda possuía algo que lhe interessava.
— Você quer dizer que precisa do dinheiro?
— Sim.
Pelo menos ela teve a decência de se envergonhar.
— Também há... certas pessoas na minha província — prosseguiu com um olhar cheio de significado — que eu não aguentaria ver no momento.
Precisei de um segundo para me dar conta do sentido daquilo tudo. Os dois não estavam mais juntos. Ela ainda gostava dele, mas ele não lhe pertencia mais. Assenti com a cabeça diante da situação. Se eu pudesse escapar das pressões do meu mundo por uma semana, certamente faria o mesmo.
— Se me permitir ficar, mesmo que por pouco tempo, podemos fazer um trato.
Eis uma coisa interessante!
— Um trato?
O que diabos ela poderia me dar em troca?
Ela mordeu os lábios.
— Se me deixar ficar... — ela fez uma pausa e respirou. — Tudo bem, veja só. Você é o príncipe. Fica ocupado o dia inteiro ajudando a administrar o país e tal, e agora tem que encontrar tempo para escolher uma entre trinta e cinco, ou melhor, trinta e quatro garotas. É pedir muito, não acha?
Embora soasse como uma piada, ela acertou em cheio as minhas preocupações, com uma precisão absoluta. Concordei com suas palavras.
— Não acha que seria muito melhor se tivesse alguém aqui dentro? Alguém para ajudar? Tipo... uma amiga?
— Uma amiga?
— Sim. Se me deixar ficar, posso ajudar. Serei sua amiga. Não precisa se incomodar em correr atrás de mim. Já sabe que não sinto nada por você. Mas pode falar comigo a qualquer momento e tentarei ajudar. Ontem à noite você disse que estava em busca de uma confidente. Bem, posso ser essa pessoa enquanto não encontrar a definitiva. Se quiser...
Se eu quiser... Eu não parecia ter muita opção, mas ao menos poderia ajudar aquela garota. E talvez desfrutar um pouco mais de sua companhia. E, claro, meu pai ficaria pasmo se soubesse que eu usava uma das garotas para tal finalidade... o que me fez gostar muito, mas muito mais daquela proposta.
— Conheci quase todas as garotas deste salão e não penso em outra que seria uma amiga melhor que a senhorita. Será um prazer deixá-la ficar.
Notei a tensão se desfazer em seu corpo. Apesar de saber que seu carinho estava fora de meu alcance, não podia deixar de tentar.
— Você acha que eu ainda posso chamá-la de “minha querida”? — perguntei em tom de provocação.
— Sem chance — cochichou.
Não sei se ela estava falando sério ou não, mas tomei suas palavras como um desafio.
— Continuarei tentando. Não costumo desistir.
A expressão em seu rosto parecia quase irritada, mas não era bem isso.
— Você chamou todas de “minha querida”? — perguntou apontando para o resto das garotas com a cabeça.
— Sim, e todas parecem ter gostado — respondi com ar alegre e orgulhoso.
O desafio ainda estava presente em seu sorriso quando ela falou:
— É exatamente por isso que eu não gostei.
America se levantou, pondo fim à entrevista. Não pude deixar de ficar impressionado com ela mais uma vez. Nenhuma das outras quis acabar logo com a conversa. Inclinei a cabeça, gesto que ela retribuiu com uma reverência malfeita antes de seguir seu caminho.
Sorria comigo mesmo pensando em America. Comparava-a com as outras. Ela era linda, ainda que um pouco rústica. Era uma beleza incomum, e pude reparar que ela não tinha consciência disso. Ela não parecia ter nenhum ar de realeza, embora talvez houvesse algo de nobre em seu orgulho. E, claro, ela não nutria qualquer desejo por mim. Ainda assim, não conseguia me livrar do impulso de ir atrás dela.
E foi assim que a Seleção me prestou seu primeiro favor: com America no palácio, eu teria a chance de tentar.

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